segunda-feira, 18 de abril de 2016

Resolução da Plenária Estadual realizada dia 16 de abril



Na véspera da votação do Impeachment sem crime da Presidente Dilma, portanto, na véspera do dia decisivo para a tentativa da aplicação do golpe contra o sistema político brasileiro, os movimentos sociais e partidos políticos presentes na luta popular realizam a Plenária Estadual da Frente Brasil Popular Mato Grosso para defender a democracia e organizar a luta política pelos diretos do povo trabalhador, deliberando pela aprovação desta carta política.

 1. Reafirmamos nossa convicção de que está em curso um processo de golpe parlamentar para retirar a força a Presidenta Dilma que foi eleita democraticamente pela maioria do povo brasileiro. Essa tentativa de golpe está sendo organizada, liderada e conduzida pelas forças políticas de direita e anti-povo: entre as quais se destacam os partidos políticos de oposição (PSDB, DEM, PPS, SD…) que não aceitaram a derrota de 2014, setores de partidos que até poucos dias eram base do governo (PMDB, PP, PSD…), grupos da mídia monopolizada (Globo, Revistas Veja, Isto É, Folha de São Paulo, Estadão, etc…), setores partidarizados do Ministério Público,  do Judiciário, da Policia Federal, setores do empresariado (FIESP, ruralistas, banqueiros, etc..) e, movimentos das classes médias e altas (MBL, Vem Pra Rua, etc…), todos eles apoiadores e apoiados pelos interesses estrangeiros (particularmente dos EUA).

2. Esses grupos da elite golpista vêm tentando enganar o povo brasileiro dizendo que estão fazendo o combate à corrupção e que a Dilma, o Lula e o PT devem ser punidos pelos seus erros. Na verdade eles são os verdadeiros corruptos e o que os incomoda são os acertos dos governos do PT. Eles não toleram mais ver os pobres tendo oportunidades de melhorar de vida. Eles não  suportam mais ouvir falar em combate à fome, em moradias populares, em cotas raciais, em direitos trabalhistas, em direitos humanos, em valorização do salário mínimo, em igualdade de gênero, em apoio à agricultura familiar, em mobilidade social, em o petróleo é nosso. Na verdade eles querem eliminar os movimentos sociais, os partidos de esquerda e impor ma política de retrocesso em relação a todas as melhorias conquistadas nos últimos anos. É para que querem derrubar o governo Dilma.

3. As forças políticas dominantes do nosso Estado, tendo a frente o Governador Pedro Taques (PSDB), os Senadores (Blairo e Medeiros) e Deputados golpistas (Saccheti e Garcia – PSB, Leitão – PSDB, Tampinha – PSD, Galli – PSC) entraram de cabeça no golpe. Articulados com o poder econômico do estado (FAMATO, FIEMT, APROSOJA, etc..) fazem parte ativa do processo político de exclusão do povo. Fazem um discurso de ética, eficiência e transparência, mas na verdade querem o aparelho de estado privativo para seus interesses. 

4. Neste momento em que inúmeros setores da sociedade brasileira se organizam, mobilizam e lutam para resistir ao golpe e defender a democracia, nós afirmamos que nossa tarefa política mais importante é trabalhar para que a maioria do povo de Mato Grosso, principalmente os trabalhadores, tenham a mesma clareza política que nós temos desse processo. Somente nossa luta militante pode impedir que recaíam sobre nós os retrocessos sociais, políticos e econômicos e, abrirá caminhos para avançarmos ainda mais em direitos, igualdades e oportunidades. Por isso reafirmamos o caráter estratégico da Frente Brasil Popular como instrumento de aglutinação e unidade de ação de todas as forças políticas que tem compromisso com a luta do povo trabalhador.

5. O fortalecimento da nossa organização independe do resultado da votação que acontecerá amanhã na Camara dos Deputados. Se o golpe sair derrotado na votação da Camara dos Deputados devemos comemorar a vitória, que será do povo brasileiro, fruto da nossa mobilização. Será sem dúvida alguma uma etapa fundamental na defesa da democracia, mas nossa esperada vitória amanhã não significará o fim da luta política instalada na sociedade. Ela exigirá nossa mobilização permanente para pressionar o Governo e o Congresso pela retomada do processo desenvolvimento com inclusão social, de modo a avançar nas conquistas sociais para a maioria da população. Caso a democracia saia derrotada na votação de amanhã devemos intensificar o nossa mobilização para as próximas etapas  da luta de resistência contra o golpe, ou ainda a luta contra eventual governo ilegítimo e antipopular do consórcio golpista.

6. Assumimos o compromisso de ampliar e expandir a organização da FBP para todas as regiões do estado de Mato Grosso. Ampliar sua base de constituição em termos de organizações integrantes, de setores representados e de capilaridade no seio dos movimentos progressistas e de esquerda mato-grossense. Expandir sua presença e organicidade em todos os lugares em que estiverem presentes os lutadores do povo. Nosso desafio é fazer da Frente Brasil Popular Mato Grosso uma referencia fundamental para a articulação das nossas lutas pelo projeto democrático popular, pela reforma política e nas disputas por representações populares os espaços institucionais de representação do povo. Para isso é necessário, à partir da coordenação estadual da Frente Brasil Popular, avançar na constituição de coordenações  regionais e/ou municipais. Neste sentido, assumimos um calendário de plenárias da FBP nas diversas regiões do Estado.

7. Não vai ter golpe, vai ter luta! Viva o povo brasileiro!!!

 Cuiabá, 16 de abril de 2016

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